Resumo dos demais apócrifos

 

RESUMO DOS DEMAIS LIVROS APÓCRIFOS

Adições ao Livro de Daniel

Estas adições encontram-se na LXX e no AT aramaico. Escritas por volta do ano 100 a.C., refletem as perseguições dos fariseus desde o tempo de Antíoco Epifânio.

Cântico de Azarias (Dn 3.24-90)

É também conhecido como: o Salmo de Azarias, o Cântico dos três jovens, A Oração de Azarias ou a oração dos três jovens na fornalha ardente. Ensina que Iavé é campeão particular contra os seus inimigos.

Resumo:

A oração de Azarias é um cântico de lamentação coletivo, que começa com um louvor à grandeza e à justiça de Iavé, seguido de uma confissão de pecados e de uma descrição de calamidade em que se acham.

Há um trecho em prosa que trata de como se fez o aquecimento da fornalha e como o anjo do Senhor fez com que o calor se tornasse numa brisa fresca, conforme 3:46-50. A oração dos jovens é um hino de louvor à onipotência de Iavé.

Susana (Dn 13)

O episódio apresenta dois temas: o da esposa acusada injustamente e o da sentença judicial pronunciada por Daniel que supera os velhos anciãos (juízes) em sabedoria.

Ilustra a necessidade e o valor do interrogatório contraditório e do castigo das falsas testemunhas.

Resumo:

Susana é extremamente formosa e excita dois anciãos, cujos intentos e avanços são repelidos por ela. Entretanto os dois acusam-na injustamente de adultério e por isso é condenada à morte. Então um anjo chama Daniel para contradizê-los. Este interroga a cada um separado e revela o falso testemunho. Finalmente os anciãos são mortos.

Bel e o Dragão (Dn 14)

Fala da história de um Deus babilônico chamado Bel e de um guarda do Deus, um dragão vivo que era objeto de culto (talvez uma serpente) que é citado em Jeremias 51.44.

O livro mostra a unidade e independência de Iavé, o absurdo da idolatria e a supremacia do monoteísmo.

Resumo:

O rei questiona a Daniel porque não adorava a Bel que era um Deus vivo e sempre comia as oferendas deixadas no templo pelos sacerdotes. Daniel faz uma prova com o rei e manda selar o templo com o anel do rei, mas antes manda espalhar cinzas no chão sem que os sacerdotes soubessem. Ao abrirem as portas no dia seguinte vêem que os alimentos foram comidos, mas também percebem que há várias pegadas no chão, os sacerdotes são mortos e o Deus Bel é destruído.

Entretanto o rei novamente leva Daniel para conhecer outro Deus, um dragão vivo e Daniel pede para destruí-lo sem usar armas. Ele faz um tipo de bomba que destrói o dragão. O povo se revolta e lança Daniel na cova, onde fica por 7 dias com 7 leões, sendo alimentado miraculosamente por Habacuque e ao término dos 7 dias é retirado vivo da cova, como na história contida do cânon hebraico.

Adições ao Livro de Ester

Estas adições não têm títulos como em Daniel, porque são apenas algumas cartas ou textos. São produtos de um farisaísmo judaico que tentam tornar o livro canônico mais religioso e para isso introduzem o nome de Iavé e dá detalhes mais precisos no lugar das declarações resumidas que o texto canônico apresenta.

 - 1.1a-1r: são preliminares que falam sobre o sonho que Mardoqueu teve sobre a conspiração contra rei;

- 3.13a-13g: texto da carta do rei Assuero;

- 4.8a,8b: cópia do edito do extermínio publicado em Susã;

- 4.17a-17z: orações de Mardoqueu e de Ester;

- 5.1a-1f: relato da presença de Ester perante o rei no palácio;

- 5.2a,2b: relato de quando Ester fala com o rei;

- 8.12a-12v: o decreto de habilitação, do rei Assuero;

- 10.3a-3L: palavras de Mardoqueu e nota sobre a tradução grega do livro;

III Livro de Esdras

É também conhecido como I Esdras ou Esdras canônico isto por causa das divisões existentes nas Bíblias da LXX e da Vulgata. Este livro mostra que a sabedoria é capaz de granjear favores de soberanos pagãos e é datado de 200 a 150 a.C., por causa das semelhanças com outros escritos.

Resumo:

Esta obra segue a narrativa bíblica de II Crônicas 35 até Esdras e Neemias.

A seção 3.1-5.6 supostamente é uma re-narração da construção do Templo e as narrativas históricas dos reis persas estão invertidas. Há também a narrativa dos três pajens (moço nobre que, na Idade Média, acompanhava um príncipe, um senhor, uma dama, para se aperfeiçoar na carreira das armas e nas boas maneiras antes de ser armado cavaleiro. Menino ou rapaz que outrora se punha a serviço de pessoa de alta categoria) que participaram de uma festa promovida pelo rei Dario I. São responsáveis pela segurança do sono do rei e resolvem que cada um escreverá em segredo, aquilo que considerar como mais poderoso. Ao acordar, o rei decidiria quem seria o vencedor. Dois dos pajens escreveram que eram as mulheres, o vinho, mas o terceiro (Zorobabel) escreveu que a verdade é o quarto elemento mais poderoso e ganha o torneio. Este então, pede a Dario para voltar ao seu país e reedificar o seu templo.

Oração de Manassés

Resumo:

O livro reflete a verdadeira piedade dos fariseus por volta da época de Jonatã (150 a.C.). Sua ênfase está sobre os valores morais e espirituais reais, e não sobre os deveres artificiais ou legalísticos.             

Pr. Adélcio Ferreira

Fontes: Escola Bíblica online

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